Site russo aponta riscos de contaminação dos oceanos por resíduos nucleares

O que você acha que pode encontrar no fundo dos mares e oceanos?


Seres vivos desconhecidos, plantas aquáticas exóticas, espécies desconhecidas da ciência? Sim, claro. Mas também é possível encontrar resíduos, como latas, garrafas, plástico e uma série de outros artefatos da civilização humana.

No entanto, além do lixo doméstico, há algumas “surpresas” que poucas pessoas sabem ou nunca pararam para pensar sobre, e que representam uma ameaça direta ao planeta como um todo. Com a queda do Muro de Berlim e a posterior dissolução da URSS, a humanidade foi esquecendo aos poucos o medo da destruição nuclear. Mas talvez essa seja uma falsa tranquilidade: no fundo dos mares, a milhares de quilômetros de coluna d’água, descansam inúmeros artefatos nucleares que se perderam no calor da guerra.

O site russo http://esoreiter.ru/ publicou recentemente um artigo detalhado sobre os artefatos nucleares perdidos pelas duas grandes potências durante a Guerra Fria. Apesar de os mecanismos explosivos estarem danificados e seja um tanto improvável que as bombas venham a explodir, o material atômico presente nos dispositivos está em sério risco de vazar nos oceanos e contaminar a água do planeta, atingindo plantas aquáticas, peixes e animais que vivem no oceano.


Dentre os submarinos americanos afundados em serviço estão o Thrasher, alimentado por dois reatores nucleares, que naufragou em 1963. O submarino nuclear Scorpion que afundou em 1968 com dois torpedos atômicos e está a mais de três mil metros de profundidade. E os soviéticos, por sua parte, perderam o K-27 após um incêndio do reator experimental com o líquido de arrefecimento. Também deixaram suas cargas nucleares na água os submarinos russos K-8, K-278 e K-159.

Os aviões também representam ameaça, pois muitos perderam suas bombas atômicas na Guerra, como o B-36, B47 e o caça F86, todos da aviação norte-americana. O exército americano reconheceu a perda de 11 artefatos nucleares e, embora a ex-URSS não tenha divulgado suas baixas, estima-se que o número deve ser parecido.


Fonte: History; Esoreider

#MeioAmbiente #ResíduosNucleares #Contaminação

Posts Em Destaque
Posts em breve
Fique ligado...
Posts Recentes