Você sabe o que é assoreamento?

Assoreamento é a obstrução de um rio, canal, estuário ou qualquer corpo d’água, pelo acúmulo de sedimentos, provocando a redução de sua profundidade e da velocidade de sua correnteza.


Fonte: Luschi


O assoreamento é considerado um dos principais problemas que afetam os rios e corpos d’água e, apesar de ser um processo natural, pode ser intensificado pela ação humana, provocando danos ao meio ambiente. Geralmente, ele acontece quando as chuvas lavam o solo e removem a camada superficial fazendo com que as partículas ali presentes sejam transportadas por escoamento em direção aos rios, onde são depositados. Quando não há obstáculos para esses sedimentos, uma grande quantidade é depositada no fundo das redes de drenagem e leitos dos rios.


As Áreas de Preservação Permanente (APPs) de margens de cursos d’água, conhecidas como matas ciliares, quando preservadas, servem como filtro, evitando que impurezas e sedimentos cheguem aos corpos d’água e, ao mesmo tempo, protegem as margens contra a erosão.


Uma vez desmatadas, degradadas e/ou indevidamente ocupadas, as APPs perdem a proteção conferida pela vegetação ciliar, ficando sujeitas aos efeitos de desbarrancamentos e deslizamentos de solo ou rochas e o consequente carreamento de sedimentos para o leito dos rios, promovendo seu assoreamento. Com isso os rios tornam-se mais rasos, e nas situações de precipitações mais volumosas, não conseguem conter o volume adicional de água, potencializando cheias e enchentes.


Nas encostas e topos de morro, a manutenção da vegetação nativa evita que em períodos de chuvas torrenciais, as camadas superficiais do solo sejam carreadas e levadas para o leito dos rios e nascentes, o que afeta negativamente a fertilidade dos solos e também provoca o assoreamento dos cursos d’água.


Além disso, a erosão causada pela falta de preservação das APPs elimina as camadas mais superficiais do solo, conhecidamente as que contêm uma maior concentração de nutrientes, essenciais para a sobrevivência da flora daquelas áreas.


Principais causas


A exposição dos solos para práticas agrícolas, exploração agropecuária, mineração ou para ocupações urbanas, em geral acompanhadas de movimentação de terra, impermeabilização do solo e desmatamento, contribuem significativamente para os processos erosivos e transporte de materiais orgânicos e inorgânicos, que são drenados até o depósito final nos leitos dos cursos d’água e dos lagos.


O aumento de vulnerabilidade da Bacia, pela presença de extensas áreas de ocupação do solo com culturas, produz grandes quantidades de matéria em suspensão, o que causa a perda de 20 toneladas de solo por hectare/ano, colmatando rios e represas e comprometendo a qualidade da água, bem como aumenta a vulnerabilidade dos corpos de água a estes contaminantes e os custos do tratamento das águas (Tundisi et al. 2008).


De modo geral, todas as APPs contribuem para a minimização dos processos erosivos e dos seus efeitos negativos, dentre os quais a perda de solo fértil. O prejuízo financeiro associado à perda anual de solo agrícola assume cifras astronômicas, e contribui decisivamente para a insustentabilidade não apenas ambiental, mas também financeira de muitas propriedades rurais.


Segundo Bertoni (1982), em áreas com mata nativa tem-se em média uma perda de apenas 4 kg de solo por hectare/ano, enquanto que em áreas de plantio de soja e algodão a perda ultrapassa mais de 20 toneladas por hectare/ano conforme apresentado na tabela abaixo.

Fonte: MMA


Como é possível observar, o problema do assoreamento dos cursos d’água se agrava quando a vegetação nativa das APPs é retirada e em seu lugar são implantadas pastagens ou culturas agrícolas.


Como evitar e tratar este problema


Para combater os problemas, o melhor caminho é sempre a prevenção. Dessa forma, o ideal é que os processos erosivos em áreas situadas próximas às drenagens sejam contidos. Outra dica é colocar barreiras para que os sedimentos não se acumulem rapidamente sobre elas.


O Assoreamento também pode ser controlado através da adoção de medidas para recuperação das áreas degradadas, reflorestamento e preservação das matas ciliares e fiscalização do uso e ocupação do solo.


Dessa forma, evita-se a degradação e escassez de mais um patrimônio e recurso natural: o rio.


Fontes de pesquisa: IBGE, MMA, Pensamento Verde, Portal São Francisco



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